• Parem de falar mal da rotina


O espetáculo Parem de falar mal da rotina de Elisa Lucinda esteve em cartaz no Teatro Dom Silvério nos dias 04, 05 e 06 de maio.

Parem de Falar Mal da Rotina não é um espetáculo convencional onde uma história é contada. Este espetáculo é um modo de vida, é uma visão de existência. É a maneira com que Elisa Lucinda, a atriz, roteirista e diretora da peça consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres que nós mesmos nos impomos.
A idéia desse espetáculo surgiu quando Elisa participou do Festival Internacional de Teatro em Sitges na Espanha em julho de 2002. Neste primeiro formato a atriz, entre um poema e outro, conversava, conduzia e fascinava a platéia, introduzindo uma nova visão do cotidiano e dos personagens que criamos no nosso dia-a-dia. Este modo de interpretar e interagir com a platéia cria uma relação direta e divertida, tanto que, lá o espetáculo foi carinhosamente chamado pela imprensa de “Cabaret Poético”.
A reação da platéia foi o impulso para a efetivação do Parem de Falar Mal da Rotina. A peça une histórias vividas e ouvidas por Elisa, como observadora do cotidiano, além dos poemas retirados dos livros “O Semelhante”, “Eu te amo e suas estréias” e “A Fúria da Beleza”. O resultado são 57 personagens que ela interpreta em 2h30 de elogios à rotina, levando o espectador a observar-se e perceber que a “rotina” é um personagem fictício que criamos e que nós temos o poder de mudança. Nós somos os diretores, atores e produtores das nossas próprias vidas.
É bom lembrar que esse é um espetáculo de utilidade pública, ou seja: interessa a pessoas de qualquer faixa etária e a todas as classes sociais, porque é um espelho do ser humano. O público se sente íntimo, rindo de si mesmo.
E assim voltamos à história do teatro na sua origem grega, o de ter uma função social e levar a platéia à catarse vendo e expurgando os seus próprios erros.
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